"Nada existe mais precioso que o tempo, pois ele o preço da eternidade".
Louis Bourdaloue
A nossa vida é composta de pedacinhos que chamamos de épocas. Se olharmos para trás, podemos ver vê-la como uma colcha de retalhos, e poder admirar cada remendo. Hoje é um dia especial para lembrar-se de várias épocas que vivi.
Da época de criança lembro pouco, mas lembro. Brincava na nossa rua com os vizinhos, assistia muita televisão, estudava, comprava coisas escondidas na conta do meu pai na padaria, andava de bicicleta, soltava pipa...
Depois veio a época da separação dos meus pais. Uma época bem confusa, é verdade, mas ainda sim tinha seus lados bons. Nesse meio tempo convivi mais com a minha avó e meu avô, que passou a ser muito mais do que uma madrinha.
Houve e época em que morei em Itajuba, onde fiz novos amigos, inclusive um deles que conservo até hoje. Foi a mesma época da rebeldia e comecei a ter vontades próprias, manifestando minha personalidade.
A época do primeiro emprego veio em seguida, e depois a época de Forquilhinhas, onde fiquei por seis meses e mesmo assim fiz alguns amigos bem fiéis.
Logo chegou a época da casa da avó, onde comecei a ter mais responsabilidades e liberdades.
Não há como esquecer a época do karatê, onde comecei de fato a parar com minhas crises existenciais e ser gente. Lá comecei a perceber o que realmente era o mundo e como ele funcionava. Era a época da perda da inocência, se é que me entendem. Essa foi a época de fazer amigos eternos.
Época de carteira de trabalho, época da formatura, e várias pessoas foram ficando para trás para dar espaço para as novas que surgiriam. A época da UNIVALI durou bastante tempo, mas não tenho muitas recordações que não sejam acadêmicas. Outra época que durou muito foi a época da Brasil Telecom, onde aprendi bastante. E logo percebi que minha época em Barra Velha deveria acabar e decidir partir.
Em Florianópolis, houve a época da quitinete, onde passei um ano só indo ao trabalho e sem muitos amigos e me sentindo muito sozinho. Logo veio a época do iG, onde comecei a perceber no que gostaria de me especializar. Essa época acabou, mas para deixar chegar uma das melhores épocas da minha vida: a época da ouvidoria. Foi nesse espaço de tempo de nove meses que muitas coisas na minha vida aconteceram com muita intensidade. Eu tive muitos amigos, um emprego divertido e os companheiros de casa mais loucos e engraçados até hoje. Isso me lembra da época do Itacorubi, onde tinha programas diferentes ou simples, mas todos os dias, e o tédio perdia lugar para as verdadeiras amizades. Assim que a ouvidoria acabou veio a época do cursinho, juntamente com a época da felicidade. Como tudo deu certo, chegou a época da UFSC, algo que queria muito, e daí em diante minha vida tomou rumos inesperados. Desde a época de calouro até a época de CAAD, mudei de emprego, de casa e de idéias.
Olhando para trás vejo que cada época foi feliz, apesar de tudo. Tenho saudade de todas elas, mas sei que nunca voltarão, e nem devem. Se eu mudaria alguma coisa? Nunca! Tudo colaborou para ser quem sou hoje, e hoje gosto muito de quem sou.
Todos que conheço estão em alguma dessas épocas, mais de uma, ou em todas. Bom, isso não importa. O importante é saber que cada um contribuiu em alguma parcela na minha vida.
E é por isso que hoje eu agradeço. Muito obrigado!

E vamos em frente, uma nova época começou! É a época de viver!